Os Princípios do Jornalismo estão sendo aviltados; devemos voltar as raízes

Se você consegue ler um texto desprovido de paixões e se você consegue controlar as suas emoções, esse texto é para você Profissional de Imprensa honrado, caso contrário, nem perca o seu precioso tempo lendo algo que sequer você vai compreender em sua essência…

Eu indago baseado em minha experiência de repórter, jornalista e chefe de redação. A pergunta que nasce numa hora dessas e logo de saída torna-se imperiosa é:

O que tem haver Jornalismo com o desprovimento de paixões?
Qual é o elo de ligação?

Eu vou tentar explicar:

Em tempos sombrios em que vivemos, onde as emoções e as paixões suplantam as razões ou A razão, ser assertivo, dissertativo, investigativo, apartidário, leal, honesto, sincero, verdadeiro, e acima de tudo IMPARCIAL, parecem que são meras palavras ou letras que muitos não entendem o significado.

Deixe eu ser mais direto, claro e transparente…

Quando eu digo que Os Princípios do Jornalismo estão sendo aviltados, eu digo que a essência do jornalismo está se perdendo, está morrendo e hoje ela ‘respira por aparelhos’…

E por que eu digo isso?

Porque ser imparcial e contar a historia como ela realmente é de fato, deixou de ser um ‘norte’ que orientava como uma bússula moral os jornalistas, editores e os chefes de redações, e passou a ser apenas uma opção

São imparciais quando convém…

Hoje as redações estão entupidas de bolsonaristas, lulitas e o cacete, que defendem as suas posições com as suas loucas paixões e esquecem de contar a história realmente como ela é. Deixam as suas emoções engolirem as suas razões.

Redação não é lugar de marxistas, socialistas ou conservadores…

Uma redação é uma terra sagrada de jornalistas, sem ideologias ou bandeiras, que não dobram a ‘esquina’ para a ‘Direita ou para a Esquerda’… E que nem vão em frente (Centro). Entendeu a metáfora?

Somos apenas contadores de histórias…

Sinto verdadeira repulsa quando entro em uma redação e me perguntam se eu sou de ‘Direita ou de esquerda, Bolsonaro ou Lula…’

A vontade que eu tenho é de mandar para a casa do xxxxxxx… (Com liberdade de exercer a livre expressão poética)…

Uma redação é um campo laico e apartidário… Ou deveria ser!

Um mero recado aos Profissionais de Imprensa:

Contem as histórias como elas realmente são, sem opiniões, sem lados, sem narrativas, sem julgamentos próprios e deixem para o sagrado leitor(a) o juízo de valor para serem ELES os reais ‘formadores de opiniões’, baseados no que ouviram dos jornalistas imparciais…

Afinal, não são para eles que nós trabalhamos? O Público?

Os Princípios do Jornalismo estão sendo aviltados, deixamos de sermos ‘frios, gelados e imparciais’, para nos tornar em seres ‘apaixonados, partidários, egoístas, falsos, mentirosos, meros tagarelas de estórias, que julgam e induzem aos julgamentos o que nos convém; entortamos os fatos e as histórias.

Devemos voltar as nossoas raízes e as nossas bases… Ainda dá tempo.

Ser apartidário não é virtude alguma, é apenas uma resposta ao juramento que fizemos: Contar a história como realmente ela é, sem barrigas ou invenções, eu diria, ‘sem direita ou esquerda…’

Somos tagarelas flamejantes, impulsivos e insaciáveis atrás de boas histórias… Boas e verdadeiras!

Somos contadores de histórias e como bons contadores, devemos ser fiéis aos fatos, devemos narrar a História como ela é, e não contarmos estórias… Devemos respeitar A História!

Por tudo o que eu disse, eu creio que o Jornalismo vive uma era sombria e para salvar a nossa essência, devemos resgatar os valores mais modais e básicos da nossa profissão, devemos voltar à ‘escolhinha’, devemos resgatar a nossa ética e os nossos valores, e devemos lembrar que em Jornalismo não existe Lula ou Bolsonaro, Direita ou Esquerda, Vasco ou Flamengo…

Somos contadores de histórias e não inventores das estórias…

Somos contadores de histórias e não juízes de valores…

Vem comigo nessa viagem? Vamos voltar as origens?

Léo Vilhena
Jornalista


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